sexta-feira, 21 de maio de 2010
Animações fantásticas de Biologia Celular e Evolução
O que é melhor: TUDO EM PORTUGUÊS!!
Clique aqui para conhecer.
A maior parte das animações são sobre biologia celular e molecular, tradicionalmente de difícil visualização em explicações na lousa ou esquemas de livros. Muitos alunos (e professores!) compreendem melhor a dinâmica dos eventos observando essas animações.
Meu destaque vai para a linha do tempo da evolução. Além de conceitualmente correta, ficou uma animação muito bonita em termos estéticos.
Apoio ao livro Bio - profa. Sônia Lopes
A ideia é que esses materiais sirvam de apoio ao livro, mas você não precisa ter o livro para utilizá-los.
Tem coisas muito interessantes, especialmente as animações e as questões selecionadas e separadas por temas.
Clique aqui para conhecer.
domingo, 4 de abril de 2010
Publicações Virtuais em Ensino de Ciências e Biologia
Investigações ensino de ciencias : http://www.if.ufrgs.br/ienci/
Experiências em ciências : http://www.if.ufrgs.br/eenci/
Ciência e Ensino: http://www.ige.unicamp.br/ojs/index.php/cienciaeensino
Ciência e educação: http://www2.fc.unesp.br/cienciaeeducacao/
Revista de ensino de ciências: http://www.cienciamao.if.usp.br/tudo/index.php?midia=rec
Revista brasileira de pesquisa em educação em ciencias: http://www.fae.ufmg.br/abrapec/revista/
Revista brasileira de ensino de bioquimica e biologia molecular: http://www.bdc.ib.unicamp.br/rbebbm/
Genética na escola: http://www.geneticanaescola.com.br/
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Vídeos da videoaula 4 - revisitando 2008
aproveito para lembrá-los que o tema Gravidez na Adolescência já foi discutido na primeira edição (2008) do curso a Rede aprende com a Rede.
Os links para acessar os vídeos usados na videoaula 4 desse curso estão aqui, em uma postagem antiga.
Evolução humana
Discutimos isso na última videoconferência. Alguns professores mencionaram a importância de conhecermos avanços recentes nesse campo, que é de muito interesse dos alunos.
Sobre isso, o prof. Paulo Cunha sugeriu o seguinte site, que é inglês, mas é uma fonte excelente e muito atualizada:
Um tema interessante e que é pouco abordado em nossas aulas, provavelmente devido ao nosso próprio desconhecimento do assunto, é a chegada dos primeiros seres humanos à América.

Sobre isso, indico o pequeno e ótimo livro de Mark Hubbe e colegas, disponível no site da SBG:
http://www.sbg.org.br/CatalogoLivro/livro_8589265072.html
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Vídeos de Ciências
Como a maioria nessa área é de biólogos, é muito natural que sejamos menos familiarizados com conteúdos de outras disciplinas, como Geologia, Física ou Astronomia. No entanto, são áreas importantes e interessantíssimas da Ciência, que merecem ser trabalhadas; além do que estão previstas nos PCNs e na Proposta Curricular do Estado de SP.
Por isso, indico o link abaixo, que hospeda vídeos de Ciência com legendas em português:
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?sec=80&type=md&nb=1&lg=
Este ano é o Ano Internacional da Astronomia, em comemoração aos 400 anos das primeiras observações de Galileu ao telescópio (reparem que ele tirou essa do Darwin, que fez este ano 200 anos de nascimento e 150 da publicação da "Origem"). Tem vários vídeos sobre esse tema, mas tem outras coisas também.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
O espectro de Lamarck
Como o tema da próxima VC é Evolução, o prof. Paulo Cunha selecionou o seguinte texto para nossa reflexão:
No íntimo, somos todos lamarckistas, por Franklin Rumjanek
Depois de clicar no link acima, clique em "Download now" e em "Click here to download this file".
Quem tiver dificuldades em fazer o download do arquivo acima, pode ler o texto na íntegra abaixo. Ele foi publicado na edição de janeiro/fevereiro de 2004 na Ciência Hoje.
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No íntimo, somos todos lamarckistas, por Franklin Rumjanek
Depois da forte reação inicial à proposta da seleção natural, lançada em meados do século 19 por Charles Darwin (1809-1882), os biólogos e filósofos em geral gradualmente acalmaram-se. Hoje em dia, com a exceção de uma minoria criacionista, o modelo de Darwin soma um grande número de adeptos nos meios científicos e a maior polêmica no momento parece restringir-se à interpretação dessa hipótese. No entanto, apesar de intelectualmente aceitarmos o evolucionismo darwiniano, no nosso âmago, quando baixamos a guarda, somos aparentemente lamarckistas.
Isso pode ser constatado em conferências e aulas, ou através da leitura de livros didáticos dirigidos a todas as áreas das ciências biológicas, incluindo mesmo os mais atualizados livros de biologia. Como exemplo típico destaco um trecho, de um conceituado livro de bioquímica, a respeito da ocorrência de hemoglobina em organismos mais complexos. Os autores comentam que a simples difusão passiva de O2 é suficiente para oxigenar organismos muito pequenos, e argumentam: “Já que a velocidade de transporte de uma substância difusora varia inversamente com o quadrado da distância a ser percorrida, a velocidade de difusão através de tecidos que têm uma espessura maior que 1 mm é lenta demais para sustentar a vida.” Em seguida, concluem: “Portanto, a evolução de organismos maiores e mais complexos como os anelídeos (por exemplo, minhocas) requereu o desenvolvimento de sistemas de transporte que transportam o O2 ativamente.”
Ora, a tradução dessa necessidade de desenvolver um sistema de transporte não difere em nada dos sentiments interieurs que, segundo Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet Lamarck (1744-1829), promoviam e direcionavam a evolução (ver ‘Girafas, mariposas e anacronismos didáticos’ em CH nº 200). Essa tendência finalista não é rara e reflete eloqüentemente um lapsus linguae que todos cometemos periodicamente. Outra versão da mesma situação é a afirmação de que tal reação, tal sistema, ou tal organela ‘serve’ para isso, ou para aquilo. Se aceitarmos o argumento de que na natureza algo serve para alguma coisa, estaremos concordando implicitamente com uma função. Conseqüentemente, estaremos advogando a causa de William Paley (1743-1805), que em 1802 escreveu sua influente obra Teologia natural ou evidências da existência e atributos da divindade compilados da natureza. A analogia mais famosa de Paley é aquela que descreve seu en contro casual com um relógio. Ele raciocina que aquele intrincado mecanismo servia a uma função específica e vai além, afirmando que se existe um relógio, existe também um relojoeiro. O ser vivo estaria sujeito ao mesmo tipo de analogia envolvendo criatura e criador. Mais tarde Darwin, que havia lido a obra de Paley quando ainda jovem, reverteria tais argumentos e os usaria como munição para sua própria teoria.
Não surpreende, portanto, que Lamarck tenha deixado uma profunda marca em nossa percepção da natureza. O culto teleológico contido na sua visão é mais intuitivo dentro de nossa lógica formal, mecanicista. Além disso, o lamarckismo inconsciente também é martelado em nossas cabeças desde o ensino fundamental. Praticamente todos os livros de ciências, quando tratam dos seres vivos, adotam como dispositivo didático o “existir para servir a alguma função”. Ou ainda que “a natureza é sábia”.
A alternativa não é tão atraente e por isso mesmo mais difícil. Como darwinistas estritos, não poderíamos jamais pensar em termos de função e de finalismo. Teríamos que supor que as coisas e os organismos existentes – ou que já existiram – são apenas o fruto da evolução de ciclos de reações, cujos reagentes encontravam-se presentes na Terra desde os seus primórdios. Tampouco há direção ou mesmo perfeição nessa evolução. Os eventos que produziram a natureza, tal e qual a conhecemos hoje, são essencialmente aleatórios e, é claro, subjugados ao ambiente. Em outras palavras, tudo o que acontece é somente o que é permitido pelas leis da física.
Talvez, assim como no filme Matrix, onde toda a realidade humana é apenas uma construção intelectual, o nosso lamarckismo subjacente seja só uma tentativa de dar coerência a nossos sentidos.